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A urgência de cuidar de quem cuida

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  A A      A urgência de cuidar de quem cuida Condições de trabalho cada vez mais precárias empobrecem o cuidado, que deve ser uma força transformadora. Sua reconstrução exige valorizar profissionais da saúde – com redução de jornada, apoio psicológico e melhorias salariais Por  Luis de Souza e Souza , autor convidado “Trabalhar na saúde te ensinou a salvar vidas, menos a sua”. A frase ecoa o esgotamento silencioso de milhares de profissionais que, diariamente, sustentam o sistema de saúde com o corpo e com a alma. No imaginário coletivo, o profissional de saúde é símbolo de abnegação e força. Contudo, por trás do jaleco e da postura resiliente, há histórias de exaustão, ansiedade, depressão e perda de sentido. A formação em saúde ensina protocolos, técnicas e condutas éticas, mas raramente ensina o autocuidado. Aprender a lidar com o sofrimento alheio, sem espaço para processar o próprio, é uma das marcas da cultura profissional no setor. O cuidado, que de...

Elogio ao estranhamento social

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  A A      Elogio ao estranhamento social Poesia das cidades está, há séculos, no encontro entre os diferentes, suas chispas, seus estímulos. Seriam as redes, num mundo de tempo escasso, a armadilha que estimula o convívio sem atrito entre os iguais? Um gueto digital que amplia muros? Por  Lisa Bubert , no  Revista Noema  | Tradução:  Rôney Rodrigues Por fora, o bar não tinha nada de especial. Por dentro, fervilhava com a coleção mais peculiar de pessoas: uma mistura socioeconômica de universitários e yuppies, idosos e casais com os filhos já criados, motociclistas e caubóis, liberais e conservadores, locais e turistas. Era isso que eu mais amava no Crossroads — era o tipo de lugar que aceitava “todo tipo” de gente. Agora extinto, ele tinha todas as marcas de um grande “dive bar”  [ bar pequeno, informal e geralmente antigo, caracterizado por sua falta de glamour, bebidas baratas e um ambiente autêntico ]  do sul: luzes de néon verd...

O Brasil fabricava tanques superiores aos americanos. O que houve?

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  A A      O Brasil fabricava tanques superiores aos americanos. O que houve? A verdade brutal sobre como perdemos décadas de conhecimento tecnológico em nome da "modernização Você sabia que o Brasil já produziu um tanque de guerra tecnologicamente superior aos americanos? Nos anos 1970 e 1980, a economia brasileira atingiu seu auge em sofisticação produtiva. Éramos capazes de produzir cilindros de mergulho, prensas, carros, motos, motores, turbinas e até computadores embarcados em veículos militares. Tínhamos empresas como a Engesa exportando blindados para 18 países, a Gurgel produzindo carros nacionais, e a Embraer desenvolvendo aviões de ponta. Mas então veio a abertura comercial dos anos 1990, combinada com ancoragem cambial e juros estratosféricos—e praticamente todas essas empresas quebraram. Hoje, vou compartilhar a história dramática de três empresas brasileiras que tinham excelência tecnológica e desapareceram—e as lições cruciais que elas nos ensinam ...

EUA: A lucrativa indústria da xenofobia

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  A A      EUA: A lucrativa indústria da xenofobia A máquina antimigratória de prisões e deportações em massa assanha fundos financeiros e mobiliza intenso lobby para legalizar perversidades. Ações de corporações prisionais disparam. E a empresa de espionagem Palantir acumula poder e privilégios na Casa Branca Por  Carmen Navas Reyes  e  Yohaickel Nazer Seijas Elles , com tradução na  Revista Opera Tendo uma vez assegurado o controle total do Executivo e do Congresso, o governo Trump retomou e até ampliou as medidas restritivas e xenófobas que marcaram o primeiro mandato presidencial. Desde o seu primeiro dia de mandato, várias ordens executivas voltadas para a supressão da migração foram assinadas. Essas medidas buscam limitar quase todas as formas de entrada no país, ao mesmo tempo em que expandem exponencialmente a capacidade operacional e o orçamento das agências de controle migratório. A retórica oficial declarou  emergência naciona...